Maurício de Sousa continua com planos de expansão

Numa brincadeira de criança, Maurício de Sousa revolucionou o que se pensava das histórias em quadrinhos no Brasil. A fórmula, incrivelmente, não envolveu super poderes, cidades em perigo e vilões. Não. A ideia de juntar infância, brincadeiras e personagens caricatos foi o necessário para galgar sucesso nacional e, depois de certo tempo e muitas invenções, internacional.

Fato é que, aos 83 anos, o cartunista e empresário deixa o passado lá mesmo e vive o presente. Sousa coloca de lado o comodismo com o nome que tem e busca voos mais altos. A ideia é levar a Turma da Mônica para o mundo, mas num processo sem pressa e com muita diversão pelo caminho.

Um exemplo disso pode ser visto no canal do Youtube da ‘turminha’, que chegou a 10 milhões de inscritos. Desse público, de acordo com Mônica de Sousa, filha e diretora-executiva da Mauricio de Sousa Produções, 40% vêm do exterior. A informação, dada à EXAME, reafirma a presença da empresa fora do Brasil, além do Bairro do Limoeiro.

Também com o gancho, a força do streaming é atestada em conjunto com a consistência da Turma da Mônica. Vai além dos quadrinhos. São personagens que vivem e acompanham o público, de onde ou como quer que ele seja. Dessa forma, é possível enxergar a representatividade que circula nos quadrinhos, acompanhando a atualidade e espelhando-a em cada criança nova que chega na turma.

Prova disso é a criação de novos personagens, como Edu, um garoto de nove anos com Distrofia Muscular de Duchenne, uma doença genética rara que causa fraqueza muscular, entre outros sintomas. Outro exemplo é o surgimento da Milena, uma menina negra, filha de uma veterinária, super engajada com a defesa de animais, saindo totalmente dos padrões de outras produções.

É difícil atestar o que torna essas crianças tão especiais. Talvez, a inspiração em sua família tenha sido fatal para formular a grande sinergia entre elas. De qualquer forma, que Maurício de Sousa mantenha essa raiz, inspirando, quem sabe, outras Mônicas a aparecerem.

Editorial, Na Rede

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