Reconhecimento: os dribles de Marta no preconceito

A liderança técnica é indiscutível, complexa e até incômoda.

Marta Vieira da Silva, a Marta, foi considerada a Melhor Jogadora do Mundo por seis anos, sendo cinco seguidos. Habilidade, liderança e gols de todas as formas possíveis. Nem isso foi capaz de evitar que o maior dos adversários para a mulher agisse – o machismo.

Mesmo com o recorde de prêmios individuais conquistados, a jogadora de 33 anos ainda recebe muito menos do que deveria, em todos os sentidos. Em 2012, com o futebol, Marta faturava um salário de US$ 400 mil (R$ 1,6 milhão, na cotação atual), segundo o próprio Google.

Na comparação com Neymar, que em 2017 recebia US$ 40,91 milhões (R$ 166,27 milhões, na cotação atual), o lastro de quase US$ 39 milhões exemplifica muitos problemas que enfrenta o futebol feminino.

Partindo na contramão dessas adversidades, Marta brilha a cada drible, recurso que precisa utilizar dentro e fora de campo. No começo de junho, a atleta disputa a Copa do Mundo pela quinta vez, com 15 gols somados em todas as edições – três a mais que Pelé. Disputado na França, o torneio pode não ser a última aparição da meia pela amarelinha.

Com sete copas no currículo, a rainha deve definitivamente cravar o nome nos anais do esporte. Talvez, até, Pelé se torne a Marta do futebol masculino.

Editorial, Hot News

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