Chegou com tudo! Contagem regressiva para ver a Seleção Brasileira na Copa do Mundo Feminina

O brasileiro é louco por futebol? Atribuído a nós há muito tempo, esse rótulo se mostra ultrapassado, irreal e até mentiroso, em certas ocasiões. Como modelo de negócio que é, o futebol não permite, por exemplo, que as mulheres tenham tanto protagonismo assim. “Menos comercial, lucrativo e importante”. São com esses e outros adjetivos que classificam a modalidade, seja no meio dos patrocinadores ou dos próprios torcedores. No entanto, a Seleção Brasileira Feminina não se abate.

A maré começou a virar para as brasileiras há poucos dias da competição mais importante no mundo do futebol. Com início marcado para sexta-feira (7), a Copa do Mundo de Futebol Feminino provocou o despertar (demorado) da consciência de grandes marcas. Norteadas pela Guaraná Antarctica, as empresas Almap BBDO, Boticário, DMCard, GOL e Lay’s afirmaram que estão juntas com as craques.

A gigante Nike também fez questão de trazer à tona a força das mulheres. Comerciais que contam a história de grandes esportistas, como a tenista Serena Williams, e a craque da seleção brasileira, Andressa Alves, vieram com intuito de mostrar o lugar certo das mulheres: onde elas quiserem.

A ideia, portanto, do mea culpa por parte de algumas marcas reforçou as diferenças no tratamento com as mulheres, mas deixou reflexões importantes a respeito. Uma delas envolve, por exemplo, o ciclo vicioso criado sobre o patrocínio dos times de futebol feminino no Brasil. Quebrá-lo, nesse caso, também tem como missão conferir novos hábitos aos manda-chuvas do empresariado brasileir até mesmo depois da competição.

Prestes a entrar em campo, esses e outros problemas envolvendo a sociedade não entram com as jogadoras. Instigadas e motivadas, a preparação para o torneio, que acontece na França, é intensa e ignora obstáculos – se é que o descaso rotineiro pode ser chamado dessa forma.

A esperança agora é de que os discursos, brasileiro e mundial, sejam alterados em torno desse futebol, que é tão bonito quanto o masculino.

Cultura & Lifestyle, Editorial

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