Aceitar o corpo ou combater a obesidade?

*Andreza Buzaid

Todo mundo já ouviu a frase “sou gordinha (ou gordinho), mas sou feliz”, de alguém que está acima do peso considerado ideal. Mas, na maioria das vezes essa declaração de amor ao corpo e autoaceitação vem acompanhada de total descaso aos riscos da alimentação hipercalórica, do excesso de álcool, do tabagismo e do sedentarismo. Neste caso, a autoconfiança afirmada pode virar sinônimo de autodestruição e a suposta aceitação ao corpo não passar de uma forma de também rejeitá-lo.

Aceitar o próprio corpo com todas as características e imperfeições não é um estímulo à obesidade ou ao descuido com a saúde, mas uma forma libertadora de cuidar dele como achar melhor, sem seguir padrões impostos. O corpo é seu e de sua total responsabilidade, mas bater no peito afirmando que o aceita sem se importar com a doença que o destrói, é contraditório.

Portanto, a real autoestima não briga com o que vê no espelho, não nega o problema do excesso de gordura corporal que pode acarretar doenças e não repudia cuidados com a saúde, como a prática de esportes, alimentação equilibrada e momentos de lazer.

O segredo está no equilíbrio entre aceitar que beleza e sensualidade nada tem a ver com o Índice de Massa Corpórea (IMC), valorizando cada imperfeição do corpo, e a certeza de que não quer destruir seu principal patrimônio, sua “casa” até o final da vida.

Beleza & Moda, Editorial

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